segunda-feira, 23 de dezembro de 2013



O Dia de YHWH

O Dia de YHWH é também uma frase que é freqüentemente associada com a segunda vinda do Messias. Mas um estudo cuidadoso da Escritura mostra que o Dia de YHWH é uma referência genérica do Antigo Testamento a qualquer tempo em que YHWH vem em julgamento sobre uma nação ou cultura. Já houve muitos Dias de YHWH no passado, e todos que foram descritos como pertos, aconteceram de fato perto daqueles a quem as palavras foram pronunciadas. A expressão O Dia de YHWH ocorre 26 vezes no Antigo Testamento, sempre na literatura profética. Seis dessas ocorrências referem-se a um Dia de YHWH, mas nem todos se referem a um evento. Comecemos, na ordem do Antigo Testamento, com Isaías:
ISAÍAS
Isaías 2:12 - Porque o dia de YHWH dos Exércitos será contra todo o soberbo e altivo, e contra todo o que se exalta, para que seja abatido;
O primeiro exemplo de O Dia de YHWH ocorre no contexto de um oráculo que prediz nos últimos dias, um tempo quando todas as nações afluirão para a casa de YHWH (2:2, RC) e haverá um fim de toda guerra (2:4) e os homens altivos serão humilhados (2:11-17) ou tentarão se esconder do julgamento de Deus (2:19).
Isaías 13:6-9 - Clamai, pois, o dia de YHWH está perto; vem do Todo-Poderoso como assolação. Portanto, todas as mãos se debilitarão, e o coração de todos os homens se desanimará. E assombrar-se-ão, e apoderar-se-ão deles dores e ais, e se angustiarão como a mulher com dores de parto; cada um se espantará do seu próximo; os seus rostos serão rostos flamejantes. Eis que vem o dia de YHWH, horrendo, com furor e ira ardente, para pôr a terra em assolação, e dela destruir os pecadores.
Desta vez, contudo, O Dia de YHWH é um julgamento direcionado exclusivamente contra a Babilônia. Babilônia é diretamente mencionada (13:1-19) e é dito que os Medos serão o instrumento da destruição de Babilônia (13:17). Por referência, observe também como este julgamento singular é descrito:
Isaías 13:10-13 - Porque as estrelas dos céus e as suas constelações não darão a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não resplandecerá com a sua luz. E visitarei sobre o mundo a maldade, e sobre os ímpios a sua iniqüidade; e farei cessar a arrogância dos atrevidos, e abaterei a soberba dos tiranos. Farei que o homem seja mais precioso do que o ouro puro, e mais raro do que o ouro fino de Ofir. Por isso farei estremecer os céus; e a terra se moverá do seu lugar, por causa do furor de YHWH dos Exércitos, e por causa do dia da sua ardente ira.
É fácil ver um paralelo dos pronunciamentos de Yeshua sobre Jerusalém. Mais de tal linguagem é encontrada na última referência de Isaías:
Isaías 34:4-10 - E todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão como um livro; e todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e como cai o figo da figueira. Porque a minha espada se embriagou nos céus; eis que sobre Edom descerá, e sobre o povo do meu anátema para exercer juízo. Porque será o dia da vingança de YHWH, ano de retribuições pela contenda de Sião. E os seus ribeiros se tornarão em pez, e o seu pó em enxofre, e a sua terra em pez ardente. Nem de noite nem de dia se apagará; para sempre a sua fumaça subirá; de geração em geração será assolada; pelos séculos dos séculos ninguém passará por ela.
Isaías 34 é um oráculo de julgamento contra Edom. Note aqui que O Dia de YHWH é igualado com o ano de retribuições, indicando assim que O Dia de YHWH não está associado com um período simples de 24 horas. (Stuart observa que a frase provavelmente se originou na concepção do Antigo Oriente Médio de um guerreiro ideal que poderia conquistar os inimigos num dia; comentário de Oséias-Jonas, 231).
JEREMIAS
Jeremias 46:10 - Porque este dia é o dia de Adonai Elohim dos Exércitos, dia de vingança para ele se vingar dos seus adversários; e a espada devorará, e fartar-se-á, e embriagar-se-á com o sangue deles; porque o Adonai Elohim dos Exércitos tem um sacrifício na terra do norte, junto ao rio Eufrates.
O oráculo desta vez é uma advertência ao Egito (46:2) e ao faraó dos dias de Jeremias.
Lamentações 2:22 - Convocaste os meus temores em redor como num dia de solenidade; não houve no dia da ira de YHWH quem escapasse, ou ficasse; aqueles que eu trouxe nas mãos e sustentei, o meu inimigo os consumiu.
Nesse caso, O Dia de Adonai é usado para referir-se a um evento passado de julgamento, dessa vez sobre Jerusalém.
EZEQUIEL
Ezequiel 13:5 - Não subistes às brechas, nem reparastes o muro para a casa de Israel, para estardes firmes na peleja no dia de YHWH.
Esta advertência é feita aos profetas de Israel (13:1) e é uma admoestação contra eles por serem falsos profetas (13:6-7). Esses profetas tinham predito paz para Jerusalém (13:16). A referência ao O Dia de Adonai aqui é provavelmente ao ataque iminente da Babilônia contra Jerusalém.
Ezequiel 30:3 - Porque está perto o dia, sim, está perto o dia de YHWH; dia nublado; será o tempo dos gentios.

Dessa vez o oráculo é contra o Egito, e Babilônia será o mecanismo de julgamento (30:10). As próximas cinco referências são do livro de Joel:
JOEL
Joel 1:15 - Ai do dia! Porque o dia de YHWH está perto, e virá como uma assolação do Todo-Poderoso.
Joel 2:21 - Tocai a trombeta em Sião, e clamai em alta voz no meu santo monte; tremam todos os moradores da terra, porque o dia de YHWH vem, já está perto;
Joel 2:11 - E YHWH levantará a sua voz diante do seu exército; porque muitíssimo grande é o seu arraial; porque poderoso é, executando a sua palavra; porque o dia de YHWH é grande e mui terrível, e quem o poderá suportar?
Joel 2:31 - O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia de YHWH.
Joel 3:14 - Multidões, multidões no vale da decisão; porque o dia de YHWH está perto, no vale da decisão.
Por causa da dificuldade em saber quando Joel foi escrito, não é possível dizer em todos os casos quem é o "inimigo". É suficiente dizer por ora que pelo menos as três primeiras referências são a um julgamento iminente contra os judeus, já a quarta é o julgamento de Jerusalém no ano 70 DC. As próximas três referências a um Dia de Adonai são de Amós, que foi provavelmente o primeiro dos profetas, cronologicamente falando, a usar a frase.
AMÓS
Amós 5: 18-20 - Ai daqueles que desejam o dia de YHWH! Para que quereis vós este dia de YHWH? Será de trevas e não de luz. É como se um homem fugisse de diante do leão, e se encontrasse com ele o urso; ou como se entrando numa casa, a sua mão encostasse à parede, e fosse mordido por uma cobra. Não será, pois, o dia de YHWH trevas e não luz, e escuridão, sem que haja resplendor?
Amós 5-6 é um oráculo profético contra o reino norte de Israel. O pequeno livro de Obadias faz o próximo uso da frase:
OBADIAS
Obadias 1:15 - Porque o dia de YHWH está perto, sobre todos os gentios; como tu fizeste, assim se fará contigo; a tua recompensa voltará sobre a tua cabeça.
O oráculo de Obadias é sobre Edom, e é claro que Obadias esperava que o O Dia de Adonai afetasse Edom. Agora é a vez de Sofonias:
SOFONIAS
Sofonias 1:7-8 - Cala-te diante de Adonai Elohim, porque o dia de YHWH está perto; porque YHWH preparou o sacrifício, e santificou os seus convidados. Acontecerá que, no dia do sacrifício de YHWH, castigarei os príncipes, e os filhos do rei, e todos os que se vestem de trajes estrangeiros.
Sofonias 1:14 - O grande dia de YHWH está perto, sim, está perto, e se apressa muito; amarga é a voz do dia de YHWH; clamará ali o poderoso.
Sofonias 1:8-2:3 - Nem a sua prata nem o seu ouro os poderá livrar no dia da indignação de YHWH, mas pelo fogo do seu zelo toda esta terra será consumida, porque certamente fará de todos os moradores da terra uma destruição total e apressada. Buscai a YHWH, vós todos os mansos da terra, que tendes posto por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; pode ser que sejais escondidos no dia da ira de YHWH.
Esses oráculos são contra Jerusalém e Judá (1:14). Novamente é digno de nota, para uma referência futura, o simbolismo usado:
Sofonias 1:15-17 - Aquele dia será um dia de indignação, dia de tribulação e de angústia, dia de alvoroço e de assolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas, Dia de trombeta e de alarido contra as cidades fortificadas e contra as torres altas. E angustiarei os homens, que andarão como cegos, porque pecaram contra YHWH; e o seu sangue se derramará como pó, e a sua carne será como esterco.
Agora Zacarias, que também faz uso da frase:
ZACARIAS
Zacarias 1:14 - Eis que vem o dia de YHWH, em que teus despojos se repartirão no meio de ti.
Isto é uma referência ao ano 70 DC. E estamos agora num momento onde o Senhor é rei sobre a terra e observamos a festa na Jerusalém celestial. Finalmente Malaquias usa a frase:
MALAQUIAS
Malaquias 4:5 - Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia de YHWH;
Certamente, exegetas vêem isto como uma profecia de João o Batista. Não obstante essa interpretação, esse oráculo aos que retornaram do exílio fala de um dia que: vem e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz YHWH dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo. Mas para vós outros que temeis o meu nome nascerão o sol da justiça, trazendo salvação nas suas asas; saireis e saltareis como bezerros soltos da estrebaria. Pisareis os perversos, porque se farão cinzas debaixo das plantas de vossos pés, naquele dia que prepararei, diz YHWH dos Exércitos (4:1-3). Ao que esse O Dia de Adonai refere-se? Ele refere-se aqui à destruição de Jerusalém em 70 DC.
Conclusão:
O dia de Adonai é uma frase geral de julgamento que descreve qualquer dia vindouro de julgamento. Qual dia se tem em mente é determinado pelo contexto, não meramente pela frase em si.
Autor: Brian Godawa
Tradução: Daniel Plautz


HERMENÊUTICA BÍBLICA

É um princípio básico da hermenêutica de que passagens obscuras ou difíceis devem ser interpretadas à luz daquelas que são claras. O grande obstáculo de muitos na compreensão da escatologia bíblica é a natureza figurativa da linguagem apocalíptica. A linguagem dos profetas, pela sua própria definição é velada e obscura, ela é marcada por imagens poéticas, hipérboles, metáforas e símbolos. Assim, como entre a linguagem apocalíptica que descreve a forma da volta de Cristo e as demonstrações simples de tempo determinados pelo Senhor e seus apóstolos a respeito de quando isso poderia ocorrer, é evidente que o primeiro deve ser interpretado à luz do último e não o contrário. Defendo que o ensino escatológico do Senhor e seus apóstolos foram fielmente cumpridos. Insisto que a forma de cumprimento era essencialmente espiritual, não física, e que a linguagem em que aparece para descrever a dissolução dos elementos como céus e terra em um fim catastrófico de tempo e espaço deve ser uma construção figurativa. Isso é necessário, não só por causa do confinamento para a realização imposta pelas declarações de tempo, mas pelo modo de falar (usus loquendi) dos profetas. O seguinte texto descreve o julgamento de Deus sobre Edom e as nações do mundo nos dias da Assíria e da Babilônia, que vai nos ajudar a tornar o ponto em análise mais claro:
Chegai-vos, nações, para ouvir, e vós povos, escutai; ouça a terra, e a sua plenitude, o mundo, e tudo quanto produz. Porque a indignação do SENHOR está sobre todas as nações, e o seu furor sobre todo o exército delas; ele as destruiu totalmente, entregou-as à matança. E os seus mortos serão arremessados e dos seus cadáveres subirá o seu mau cheiro; e os montes se derreterão com o seu sangue. E todo o exército dos céus se dissolverá, e os céus se enrolarão como um livro; e todo o seu exército cairá, como cai a folha da vide e como cai o figo da figueira. Porque a minha espada se embriagou nos céus; eis que sobre Edom descerá, e sobre o povo do meu anátema para exercer juízo. E os seus ribeiros se tornarão em pez, e o seu pó em enxofre, e a sua terra em pez ardente. Nem de noite nem de dia se apagará; para sempre a sua fumaça subirá; de geração em geração será assolada; pelos séculos dos séculos ninguém passará por ela. (Isaías 34:1-10)
A natureza poética e figurativa da linguagem é evidente, ninguém vai afirmar que na dissolução de Edom e das nações da ira de Deus, que as estrelas do céu foram literalmente dissolvidas, que os céus enrolam-se como um pergaminho, ou que o pó da terra foi transformado em enxofre. Edom deixou de existir como um povo separado há milênios, no entanto, nenhum dos fenômenos físicos descritos aconteceu de fato na referida passagem das Escrituras de Isaias. Embora a linguagem de natureza universal que envolva todo o tecido do céu e da terra ser utilizadas para descrever as decisões anunciadas, o seu cumprimento está circunscrito no tempo e forma tão somente para pessoas. A ocorrência de tal linguagem e imagens é comum em todo o Antigo Testamento, em passagens descrevendo julgamento de Deus sobre vários povos e nações, é a forma usual dos profetas judeus, invariavelmente, trata-se de uma linguagem poética, não literal e repleta de figuras linguísticas. Compreender a natureza figurativa da linguagem apocalíptica no Antigo Testamento é essencial para o domínio da escatologia bíblica para pelo menos duas razões:
Primeiro, porque uma linguagem idêntica é empregada por Jesus e pelos apóstolos no Novo Testamento, portanto devemos saber como interpretá-las, temos que dar-lhes uma construção e interpretação consistente com o uso histórico dos profetas judeus do Antigo Testamento, ou nós de repente, deixamos de lado as regras a muito estabelecidas de interpretação em favor de uma abordagem literal? No seu grande discurso escatológico no monte das Oliveiras, Jesus disse: Imediatamente depois da tribulação daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e os poderes dos céus serão abalados. Em verdade vos digo que esta geração não passará sem que todas estas coisas aconteçam. (Mateus 24:29-34). É a intenção do Senhor que nós entendemos que ele quer dizer que as estrelas, literalmente iam cair do céu nos eventos que ele descreveu, e não antes, que estes foram os valores utilizados para descrever os eventos de caráter político e natureza espiritual? Se abandonarmos o uso histórico dos profetas e optarmos por uma abordagem literal, que base teremos? Não estamos em terreno mais seguro para aderir a métodos estabelecidos de hermenêutica? Se o usus loquendi dos profetas não exige tanto, certamente a declaração expressa do tempo de realização não o faz. Certamente, nós procuramos em vão para a realização dos eventos descritos além da geração abordada. Dentro da vida de muitos, Jerusalém então seria destruída e o sol monárquico iria escurecer, a lua sacerdotal iria retirar a sua luz, as estrelas dos anciãos do Sinédrio cairiam, enquanto o governo e a política da nação judaica sofreriam a dissolução definitiva e irrevogável.
Em segundo lugar, a compreensão da natureza figurativa da linguagem apocalíptica no Antigo Testamento, é essencial para o domínio da escatologia bíblica no Novo Testamento, por causa da relação das partes como um todo. O Novo Testamento é o cumprimento do Antigo Testamento. Em nenhum lugar do Antigo Testamento ha profecias sobre o fim do cosmos em conexão com a vinda do Messias, ou o contrário. Da mesma maneira nem Jesus e nem os apóstolos profetizaram tais coisas. Nada deve ser introduzido no ensinamento do Novo Testamento e da doutrina escatológica que não possa ser provado quando recorremos ao Antigo Testamento. O Antigo Testamento não ensina que a Terra deve ser destruída em um ato final associado com o reinado do Messias, não há base para a introdução desse ensino no Novo Testamento. Para fazer isso, deve-se romper a continuidade entre os Testamentos como o desdobramento do propósito redentor de Deus para o homem. No Velho Testamento, foi profetizado o Reino do Messias, no Novo Testamento ele é garantido que vem. Longe de profetizar a destruição do cosmos, a vinda de Cristo era para marcar uma era de paz sem precedentes na terra com o reino do Messias estendido a todas as nações. A Cristandade serviria para unir as nações do mundo político, como na Igreja as nações se uniriam espiritualmente. Como companheiros de membros do mesmo reino espiritual, a nação não levantará a espada contra outra nação. (Isaías 2:4) As nações que foram divididas por idioma e região estariam unidas em uma linguagem comum em Cristo, como acontece com uma mente e uma boca, eles voltaram graças e louvor a Deus, seu Salvador. No entanto, em primeiro lugar todos os inimigos tinham que ser colocados sob os pés de Cristo. (Hebreus 2:8) A destruição de Jerusalém e as guerras civis e tumultos entre os romanos após a morte de Nero César representam a subjugação dos inimigos de Cristo e sua entrada em seu reino eterno. Uma vez que as declarações são claras, a imagem apocalíptica de Cristo e dos apóstolos devem ser interpretadas de modo a cumpri-las, e não vice-versa. O cumprimento da segunda vinda de Jesus naquela geração é um fato certo, nenhuma outra interpretação pode ser colocada em cima desta linguagem coerente com a inspiração verbal das escrituras e com os princípios da hermenêutica.
O MUNDO JÁ PASSOU
Uma boa parte da confusão sobre a maneira que se daria a Segunda Vinda de Cristo nasce de um equívoco fundamental sobre a natureza do mundo que seria destruído e a natureza do mundo que ficaria no lugar do destruído. É evidente a partir do Sermão do Monte (Mateus 24, Marcos 13; Lucas 21) que o mundo que seria destruído, estava intimamente ligado à cidade e o templo de Jerusalém. Mundo esse que, desapareceu em 70 DC.
E, quando Jesus ia saindo do templo, aproximaram-se dele os seus discípulos para lhe mostrarem a estrutura do templo. Jesus, porém, lhes disse: Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada. E, estando assentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: Dize-nos, quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo? (Mateus 24:1-3).
Para pessoas que falam Português, mundo, muitas vezes carrega conotações da terra habitada. Assim, o fim do mundo, sugere a destruição absoluta de todos os seres vivos de todos os tempos. Mas isso é um erro do uso bíblico da palavra. Um mundo passaria nos eventos que culminaram com a destruição da cidade e do templo. O mundo marcado para a destruição imediata era o mundo dos judeus. Os judeus tinham existido como uma nação cerca de 1.200 anos. As ordenanças da lei mosaica, a monarquia e o sacerdócio, o templo, juntamente com o seu mobiliário e os serviços, os modos, costumes e tradições que haviam crescido ao longo dos séculos foram os elementos do mundo do Antigo Testamento, a habitação e residência dos judeus. Tudo isto estava prestes a virar ruínas. Por mil e duzentos anos os homens haviam trabalhado em cativeiro nos termos da lei, sem alívio do poder do pecado e da morte. Pecado e morte reinaram desde Adão até (e incluindo) a Moisés. (Romanos 5:14-17-21). Era impossível que o sangue de touros e de bodes tirasse os pecados. (Hebreus 10:4) Mas Cristo tinha entrado na casa do valente e estragou-lhe os bens (Mateus 12:29); Cristo tinha estragado o principado e poder do pecado e da morte, triunfando na cruz. (Colossenses 2:14-15) Os preceitos da lei em breve desapareceriam (Hebreus 8:13), os elementos do mundo seriam dissolvidos e um novo céu e uma nova terra assumiriam seu lugar. (II Pedro 3:10-13; Apocalipse 21:1) O escritor de Hebreus fala disto quando ele se refere ao mundo vindouro que falamos. (Hebreus 2:5; 6:5) De fato, os efeitos da cruz de Cristo foram tão longe, e o seu domínio tão abrangente, que o mundo inteiro estava passando. (I Coríntios 7:31) O mundo pagão também ficaria sob o domínio de Cristo, e todas as nações serviriam e lhe obedeceriam; Cristo iria governar as nações com cetro de ferro, e os vasos de barro seriam quebrados (Apocalipse 2:27). Assim, o mundo de que fala Cristo em seu Sermão do Monte não era a terra com seus elementos químicos, mas o mundo Judaico.

domingo, 22 de dezembro de 2013





Sete Respostas Bíblicas para os Cristãos Sionistas
Daniel Plautz

1. Deus abençoa aqueles que abençoarem Israel e amaldiçoa aqueles que amaldiçoarem Israel
Esta suposição popular é baseada em Gênesis 12:3. Primeiro, observe que a promessa foi feita a Abraão e a mais ninguém. Em segundo lugar, não há nada no texto indicando que Deus destinou a promessa para os descentendes físicos de Abraão, incondicionalmente, ou em perpetuidade. Terceiro, no Novo Testamento é dito explicitamente que as promessas foram cumpridas em Jesus Cristo e naqueles que o reconhecem como seu Senhor e Salvador. As bênçãos de Deus vêm pela graça por meio da fé, e não pelas obras ou raça (Efésios 2:8-9).
Promessa
(Gênesis 12:2-3)E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.
(Gênesis 22:17-18) Que deveras te abençoarei, e grandissimamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar; e a tua descendência possuirá a porta dos seus inimigos. E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz.
Cumprimento
(Gálatas 3:16, 28-29) Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua descendência. Não diz: E às descendências, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua descendência, que é Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa.
2. O povo judeu é o povo escolhido de Deus
As escrituras hebraicas e cristãs insistem que os membros do povo de Deus são de todas as raças com base na graça através da fé. Em Isaías 56, vemos o Senhor antecipar e repudiar o aumento de um exclusivo nacionalismo israelense. No Novo Testamento, o termo "escolhido" é usado exclusivamente para os seguidores de Jesus, independente da raça (Ver também Efésios 2:14-16 e Colossenses 3:11-12).
Antigo Testamento
(Deuterônomio 23:7-8) Não abominarás o edomeu, pois é teu irmão; nem abominarás o egípcio, pois estrangeiro foste na sua terra. Os filhos que lhes nascerem na terceira geração, cada um deles entrarão na congregação do SENHOR.
(Salmos 87:4-6)Farei menção de Raabe e de babilônia àqueles que me conhecem: eis que da Filístia, e de Tiro, e da Etiópia, se dirá: Este homem nasceu ali. E de Sião se dirá: Este e aquele homem nasceram ali; e o mesmo Altíssimo a estabelecerá. O SENHOR contará na descrição dos povos que este homem nasceu ali. (Salmos 87:4-6)
(Isaías 56:3-7)E não fale o filho do estrangeiro, que se houver unido ao SENHOR, dizendo: Certamente o SENHOR me separará do seu povo; E aos filhos dos estrangeiros, que se unirem ao SENHOR, para o servirem, e para amarem o nome do SENHOR, e para serem seus servos, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem a minha aliança, Também os levarei ao meu santo monte, e os alegrarei na minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar; porque a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos.
Novo Testamento
(Romanos 2:28-29)Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus.
(Romanos 9:6-8)Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas; Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é, não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência.
(Colossenses 3:11-12) Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos, Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade;
Quando o Senhor Jesus morreu na cruz, ele foi o único remanescente de Israel. "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos" (Isaías 53:6).Todas as promessas feitas a Abraão foram cumpridas em e através de Jesus e apenas entre aqueles que o reconhecem.
3. A "Terra Prometida" foi dada por Deus ao povo judeu como uma herança eterna
Ao contrário da crença popular, as Escrituras repetidamente insistem que a terra pertence a Deus e que a residência é sempre condicional. Por exemplo, Deus disse ao seu povo, "Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós sois estrangeiros e peregrinos comigo. (Levítico 25:23).Em Ezequiel, parece que o Senhor antecipou o raciocínio dos que arrogantemente alegam direitos sobre a terra por causa do convênio feito originalmente com Abraão.
(Ezequiel 33:24-26) Filho do homem, os moradores destes lugares desertos da terra de Israel falam, dizendo: Abraão era um só, e possuiu esta terra; mas nós somos muitos, esta terra nos foi dada em possessão. Dize-lhes, portanto: Assim diz o Senhor DEUS: Comeis a carne com o sangue, e levantais os vossos olhos para os vossos ídolos, e derramais o sangue! Porventura possuireis a terra? Vós vos estribais sobre a vossa espada, cometeis abominação, e cada um contamina a mulher do seu próximo! E possuireis a terra?
(Ezequiel 33:29-30) Então saberão que eu sou o SENHOR, quando eu tornar a terra em desolação e espanto, por causa de todas as abominações que cometeram. Quanto a ti, ó filho do homem, os filhos do teu povo falam de ti junto às paredes e nas portas das casas; e fala um com o outro, cada um a seu irmão, dizendo: Vinde, peço-vos, e ouvi qual seja a palavra que procede do SENHOR.
A terra estava aberta a todas as pessoas de Deus, com base na fé. Na verdade, o escritor aos Hebreus explica que a terra nunca foi o último desejo, ou herança do povo de Deus, mas foi uma residência temporária até a vinda de Jesus Cristo. Nossa herança eterna é celeste e não terrena.
Antigo Testamento
(Ezequiel 41:21-23) As ombreiras do templo eram quadradas e, no tocante à frente do santuário, a aparência de uma era como a aparência da outra, O altar de madeira era de três côvados de altura, e o seu comprimento de dois côvados; os seus cantos, o seu comprimento e as suas paredes eram de madeira; e disse-me: Esta é a mesa que está perante a face do SENHOR. E o templo e o santuário, ambos tinham duas portas.
Novo Testamento
(Hebreus 11:9-10)Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.
(Hebreus 11:39-40) E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, Provendo Deus alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados.
4. Jerusalém terrena é a capital eterna do povo judeu
Os sionistas afirmam que Jerusalém terrena é a eterna capital do povo judeu, porém isso é algo que não tem fundamento na Escritura. Deus insiste, no Salmo 87que Jerusalém deve ser uma cidade comum e inclusiva. As nações especificamente mencionadas como Egito, Irã e Líbano, mesmo os filisteus odiados são mencionados como "...nascidos em Sião", com base na fé e não na raça. Da mesma forma, a visão de Isaías 2 associa Jerusalém com o fim da guerra, com a paz e reconciliação.
(Isaías 2:2-4)E acontecerá nos últimos dias que se firmará o monte da casa do SENHOR no cume dos montes, e se elevará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações. E irão muitos povos, e dirão: Vinde, subamos ao monte do SENHOR, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do SENHOR. E ele julgará entre as nações, e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças em foices; uma nação não levantará espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerrear.

O foco do Novo Testamento afasta-se da Jerusalém terrestre e vai em direção a nova, a Jerusalém celestial, como a casa de todos os que confiam em Jesus (Hebreus 12:22-23; Apocalipse 21:2; 22-27).
5. O templo deverá ser reconstruído antes da volta de Jesus
Especialistas gostam de citar Daniel 9 e Mateus 24 para sugerir que um futuro templo será construído e profanado pelo anticristo, depois Jesus voltará a Jerusalém, a fim de estabelecer o seu reino. O único problema é que os cristãos sionistas exigem uma lacuna 2.000 anos entre Daniel 9:26 e 9:27 e entre as palavras de Jesus em Mateus 24:1-2 e 24:15-16, a fim de explicar porque, após a destruição do templo em 70 EC, outro templo se faz necessário. Mas não há absolutamente nada no texto, ou em qualquer outro lugar nas Escrituras que sugere uma diferença de 2.000 anos, ou que um futuro templo está previsto, muito menos que seja necessário. Justamente o contrário - o antigo templo foi declarado redundante no momento em que Jesus morreu na cruz, quando o véu se rasgou em dois (Hebreus 1:3; 10:1-3, 11). O templo verdadeiro e eterno revelou ser o próprio Senhor Jesus e seus seguidores.
(João 2:19-21)Jesus respondeu, e disse-lhes: Derribai este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo.
(Efésios 2:19-21)Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus; Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor.
Citando imagens do Antigo Testamento, o apóstolo Pedro escreve: "Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo." (1 Pedro 2:5-7)
6. Os crentes em breve serão "arrebatados" para o céu antes da batalha do "fim dos tempos"
O arrebatamento é uma idéia popular de que a vinda de Jesus é dividida em duas partes: a primeira parte é secretamente, para resgatar os crentes, já a segunda é visivelmente com seus santos para julgar o mundo. Não há, outra vez, qualquer base na Escritura que suporte esta idéia. A Bíblia é enfática: o retorno de Jesus é único!
A idéia de um arrebatamento secreto é baseada em uma leitura errada de Mateus 24:40-41 e Lucas 17:34-35 onde Jesus adverte que uma pessoa vai ser tomada e a outra deixada para trás. Eles insistem que os crentes serão tomados e os incrédulos deixados para trás. No entanto, na parábola do joio e do trigo em Mateus 13, Jesus oferece a chave para interpretarmos a passagem,
(Mateus 13:30)Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas, o trigo, ajuntai-o no meu celeiro.
Está claro que os incrédulos é que são "tomados" e os crentes são "deixados para trás" para estarem com Cristo. Por isso que Jesus comparou tal evento com o dilúvio de Noé. No dilúvio, os incrédulos foram tomados enquanto os justos ficaram "para trás".
7. Deus tem um plano separado para o povo judeu
A pergunta que deve ser feita é: "Deus tem um povo ou dois?" No imaginário da videira (João 15) e dos ramos selvagens e naturais da oliveira (Romanos 11), vemos que Deus tem um só povo, inclusive, identificados com base na fé.
Se os gentios "foram enxertados" (Romanos 11:17), levanta a questão: "onde eles foram enxertados?" Na carta aos Filipenses, Paulo identifica explicitamente a Igreja como a verdadeira "circuncisão" (Filipenses 3:3). Isso é inteiramente coerente com o Antigo Testamento, onde, a cidadania de Israel era aberta a todos "aqueles que me conhecem" (Salmo 87:4).
Aqui está a chave para entender Romanos 9-11. É claro que Deus não rejeitou o povo judeu. O propósito de Sua aliança com os judeus, assim como com todas as outras raças, sempre foi, "para que todos possam ser salvos"(Romanos 10:1), para criar um povo para si mesmo, feito de judeus e gentios (Romanos 11:26). Os propósitos da aliança de Deus são cumpridos apenas em e através de Jesus Cristo. Isso é totalmente explicado em Efésios 2.
(Efésios 2:11-16) Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.
Um capítulo depois, a unidade do povo de Deus é descrita como o mistério "de Cristo".
(Efésios 3:4-6) Por isso, quando ledes, podeis perceber a minha compreensão do mistério de Cristo, O qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas; A saber, que os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participante da promessa em Cristo pelo evangelho;
As seguintes passagens mostram que há uma harmonia entre os propósitos de Deus aos santos do Antigo Testamento e aos santos do Novo Testamento - uma clara continuidade entre Israel e a Igreja.
Israel: A Igreja no Antigo
Testamento
Corpo de Cristo: A Igreja no
Novo Testamento
O justo pela sua fé viverá.
Habacuque 2:4
O justo viverá da fé.
Romanos 1:17
Porque povo santo és
Deut. 7:6, 33:3, Num. 16:3
Chamados para serem santos
Romanos 1:7, Efésios 1:1
Escolhidos
Deuteronômio 7:6, 14:2
Eleitos de Deus
Colossenses 3:12, Tito 1:1
Chamados
Isaías 41:9; 2 Crônicas 7:14
Chamados
Romanos 1:6-7, 1 Corintios 1:2
igreja (assembléia em grego)
Miquéias 2:5
Igreja (assembléia)
Mateus 16:18, 18:17, Efésios 2:20
Rebanho
Ezrquiel 34:2,7 Salmos 77:20
Rebanho
Lucas 12:32, Atos 20:28
Nação santa
Êxodo 19:6
Nação santa

1 Pedro 2:9
Reino sacerdotal
Êxodo 19:6
Sacerdócio real
1 Pedro 2:9
Filhos de Deus e povo de Deus
Oséias 1:10, 2:23
Filhos de Deus e povo de Deus
João 1:12, 1 Pedro 2:10
povo da herança
Êxodo 19:6
herança
Efésios 1:18
Habitação = tabernáculo
Levítico 26:11, Ezequiel 37:27
Habitou entre nós
João 1:14, 2 Corintios 6:16
Deus é o marido
Isa. 54:5, Jer. 3:14, Os. 2:19
Cristo é o marido
2 Corintios 2:11, Efésios 5:25-30
Doze tribos
Gênesis 49:28, Apocalipse 21:12
Doze apóstolos

Marcos 3:14, Apocalipse 21:14

A questão fundamental que fica é a seguinte: O Novo Testamento ensina que a vinda de Jesus Cristo foi a realização ou o adiamento das promessas de Deus feitas a Abraão e dos propósitos para o povo judeu?


O tempo está próximo

O tempo está próximo - Eggus (εγγυς)
Daniel Plautz
Desta vez vamos analisar os versos em Apocalipse que trazem o advérbio grego Eggus (εγγυς).
(Ap. 1:3) - Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.
(Ap. 1:3) - μακαριος ο αναγινωσκων και οι ακουοντες τους λογους της προφητειας και τηρουντες τα εν αυτη γεγραμμενα ο γαρ καιρος εγγυς
(Ap. 22:10) - E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
(Ap. 22:10) - και λεγει μοι μη σφραγισης τους λογους της προφητειας του βιβλιου τουτου οτι ο καιρος εγγυς εστιν
O significado de Eggus é: perto, mais próximo, pronto (http://biblesuite.com/greek/1451.htm). Eggus é um advérbio de tempo formado de duas palavras: εν ("em, no") e γυιον("membro, mão"). O significado é literalmente à mão. Quando utilizado em relação ao tempo de determinados eventos, este advérbio sempre fala de eventos que ocorrem em breve e não depois de um longo período de tempo. Vamos ver os exemplos dentro da própria Bíblia:
(Mt. 24:32) -Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.
(Mt. 24:32) - απο δε της συκης μαθετε την παραβολην οταν ηδη ο κλαδος αυτης γενηται απαλος και τα φυλλα εκφυη γινωσκετε οτι εγγυς το θερος
Quando os ramos da figueira se tornam tenros e brotam folhas, eles indicam que o verão está próximo ou que ele vai demorar em chegar?
(Mt. 26:18) - E ele disse: Ide à cidade, a um certo homem, e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a páscoa com os meus discípulos.
(Mt. 26:18) - ο δε ειπεν υπαγετε εις την πολιν προς τον δεινα και ειπατε αυτω ο διδασκαλος λεγει ο καιρος μου εγγυς εστιν προς σε ποιω το πασχα μετα των μαθητων μου
A morte do Messias estava próxima ou não?
(Jo. 2:13) - E estava próxima a páscoa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém.
(Jo. 2:13) - και εγγυς ην το πασχα των ιουδαιων και ανεβη εις ιεροσολυμα ο ιησους
A páscoa estava próxima ou ela demorou milhares de anos para acontecer?
(Jo. 11:55) - E estava próxima a páscoa dos judeus, e muitos daquela região subiram a Jerusalém antes da páscoa para se purificarem.
(Jo. 11:55) - ην δε εγγυς το πασχα των ιουδαιων και ανεβησαν πολλοι εις ιεροσολυμα εκ της χωρας προ του πασχα ινα αγνισωσιν εαυτους
Mais uma vez, a páscoa estava próxima ou não?
(Jo. 7:2) - E estava próxima a festa dos judeus, a dos tabernáculos.
(Jo. 7:2) - ην δε εγγυς η εορτη των ιουδαιων η σκηνοπηγια
A festa estava próxima ou não?
Agora vamos olhar novamente para Apocalipse:
(Ap. 1:3) - Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.
(Ap. 1:3) - μακαριος ο αναγινωσκων και οι ακουοντες τους λογους της προφητειας και τηρουντες τα εν αυτη γεγραμμενα ο γαρ καιρος εγγυς
(Ap. 22:10) - E disse-me: Não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo.
(Ap. 22:10) - και λεγει μοι μη σφραγισης τους λογους της προφητειας του βιβλιου τουτου οτι ο καιρος εγγυς εστιν

Como eventos que ocorreram trezentos ou quatrocentos anos depois da escrita do Apocalipse como a queda do Império Romano pode ser descritos como próximos (εγγυς)? Mais difícil são eventos ainda futuros, dois ou três mil anos depois da escrita do Apocalipse, serem descritos como próximos (εγγυς). Mas se Apocalipse fala da queda de Jerusalém, então realmente o tempo estava próximo.